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Maria



quarta-feira, 13 de março de 2013

Propaganda e a responsabilidade dos pais

Segue um texto bem humorado que nos chama atenção sobre nosso papel de pais/mães e a publicidade para crianças. Vale a pena lê-lo.
DESLIGA A TV E VAI COMER BRIOCHE!
http://infancialivredeconsumismo.com/index.php/desliga-a-tv-e-vai-comer-brioche/
 


Posted: 12 Mar 2013 04:00 AM PDT

Texto de Ana Júlia Portela*

Não entendo essas mães que reclamam da publicidade infantil. Criam fan page nas redes sociais, exigem leis que protejam a infância, cobram uma atitude do Conar e ficam enchendo o saco dos publicitários. Será que elas ainda não se deram conta de que há um caminho mais fácil? Até Maria Antonieta já sabia disso há duzentos e tantos anos.
 Não gostam, não usem. Acham a tarifa de luz cara? Peçam pra cancelar o serviço. O transporte público é ruim? Vão pro trabalho a pé. Estão cansadas de esperar na fila do SUS? Parem de adoecer. Maria Antonieta, minha querida, quanta sabedoria por debaixo do vosso régio topete!

Viram como é simples? Se desdenham do pão, comam brioche, suas reclamonas! Sempre há uma segunda opção.

“Então quer dizer que, se desligarmos a TV, a publicidade infantil vai parar de se aproveitar da ingenuidade das crianças?”

Sim, mas isso só se aplica às crianças cujos pais desligarem a TV.

“E as outras crianças? Que se danem?”

Mas que raio de mania é essa de se preocuparem com as outras crianças! Cuidem dos seus filhos, vão pra casa e façam ativismo de sofá, de preferência sem se levantar do sofá.

“Acontece que o marketing infantil não está só na TV. Está em quase tudo: internet, gibi, outdoor, panfletos. Tudo contaminado.”

Mas vocês têm opção: desliguem a internet, o outdoor, os gibis. E, sobretudo, desliguem a TV.

“Mas se todas as mães desligarem a TV, não vai ser ruim para os publicitários? As crianças não veriam mais a publicidade dirigida a elas…”

Exato. A publicidade infantil iria acabar, porque os anunciantes não teriam retorno.

“Então por que os publicitários nos mandam desligar a TV?”

Ei, você não levou a sério esse papo de comer brioche, levou?

*Ana Julia Portela é mãe, professora, violoncelista, estilista, pós-graduada em Psicomotricidade pela PUC-Minas e autora do blog Ensine seu filho.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Lançamento de livro

É com grande prazer que anuncio o lançamento do livro A escola contemporânea e os novos desafios aos educadores, organizado pela professora Luciana Maria Caetano e publicado pela Editora Paulinas. Nele apresento um dos capítulos entitulado " FAMÍLIA, FILHOS E CONSUMO, RELAÇÃO EQUILIBRADA? ".

O principal objetivo deste livro é levar o leitor a refletir sobre temáticas que os autores, docentes de diversas universidades do Brasil, compreendem como novos desafios ao educador na escola atual, tendo como referencial teórico os estudos de Jean Piaget sobre a epistemologia genética e o desenvolvimento humano.
Luciana Maria Caetano discute a questão do respeito nas relações interpessoais na escola e na família;
Betânia Alves Veiga Dell Agli escreve acerca da vontade como regulador afetivo, pensando na ausência de interesse, envolvimento e atenção nas aulas;
Heloisa Helena Genovese de Oliveira Garcia trata da construção de relações cooperativas pensando em boas intervenções do professor partindo de atividades lúdicas;
Maria A. Belintane Fermiano reflete sobre o problema do consumismo que ronda filhos, famílias e chega às escolas transformando-as em objeto de mercado;
Fernando Augusto Bentes de Souza disserta sobre o amor - a principal virtude na profissão de educador;
e Solange Franci Raimundo Yaegashi aborda o desafio da promoção do desenvolvimento cognitivo dos alunos discutido à luz das dificuldades de aprendizagens.
A intenção é contribuir com a formação e a reflexão de estudantes de Pedagogia, de professores e demais interessados, apresentando os resultados das pesquisas relacionadas a aspectos cognitivos, afetivos, morais e sociais de crianças e jovens, de maneira bastante acessível, para que a leitura seja a um só tempo, enriquecedora, formativa e incentivadora de transformações do agir docente, bem como fonte de novas ideias e novos questionamentos.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Marieanela Denegri: escolhida como personalidade mundial

A professora Marianela Denegri Coria, da Universidad de la Frontera, UFRO-Chile, foi reconhecida como personalidade mundial por seus trabalhos voltados a pesquisas com o consumo, educação econômica, socialização e alfabetização econômicas  na América Latina. Eleita pela organização Marquis Who's Who dentre 5.000 mil personalidades, que observou suas contribuições na área das Ciências Sociais. Registro aqui minha homenagem a essa querida professora com quem eu aprendo tanto e que ampliou significativamente minha visão de mundo e proporcinou a oportunidade de trabalhar com temas significativos para as famílias: consumo, infância e família.
Segue o link, para maiores informações:

http://www.ufro.cl/index.php?option=com_content&view=article&id=834%3Ainvestigadora-ufro-es-reconocida-como-personalidad-mundial-segun-organizacion-marquis-whos-who&catid=3%3Adestacado&Itemid=215#.UPdDcrWNkPw.facebook

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Crianças, adolescentes e consumo

Eu e minha amiga Sonia Bessa, tivemos o prazer de termos nossa pesquisa sobre adolescentes e a utilização do dinheiro no Congresso CTC 2012, que aconteceu na Itália nesse mês de dezembro.


Nele, tivemos o prazer de conhecer as italianas Ana Berti e Ana Bombi, que pesquisaram sobre como se desenvolvem as noção econômicas de crianças sob a perspectiva piagetiana.


As pesquisas sobre socialização econômica têm tomado uma dimensão muito interessante e alargam-se cada vez mais as fronteiras das temáticas que envolvem crianças, pré-adolescentes e adolescentes.
Abaixo, apresento o resumo da pesquisa.
Torna-se cada vez mais comum ver que crianças, pré-adolescente e adolescentes são tratados como clientes pelo mercado, isso se deve ao crescente empoderamento, tanto financeiro, pois eles possuem dinheiro para seus gastos, como de opinião, pois influenciam colegas e a família nas compras. A pesquisa apresentada nesse artigo delineou-se a partir dessa realidade e teve como objetivo analisar 505 estudantes entre 10 a 14 anos, pertencentes a os níveis socioeconômico baixo, médio e alto de uma região multifinanceira do estado de São Paulo/Brasil. Utilizou-se um questionário estruturado que aborda o consumo televisivo e uso do dinheiro. São apresentadas 8 das 14 questões do instrumento. A pesquisa possui um desenho descritivo comparativo transversal, com análise qualitativa e quantitativa. Os dados foram tabulados pelo programa estatístico SPSS, versão 13.0. Foi realizada uma análise exploratória para identificar as variáveis de controle e uma análise descritiva com apresentação de frequências absoluta e relativa para as variáveis categóricas. O nível de significância para os testes estatísticas foi de 5%, p=0,05. As proporções foram comparadas pelo Qui-Quadrado, e para a comparação de medidas contínuas ou ordenáveis entre os grupos foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis. Os dados demonstram que os participantes recebem dinheiro de seus pais, compram quase sempre os mesmos item, decidem sozinhos a respeito de suas compras, solicitam os mesmos itens como presente, sabem procurar informações sobre o que desejam comprar, assistem aos comerciais e lembram-se daqueles relacionados com entretenimento e bebidas.
Keywords: consumo, dinheiro, socialização econômica, educação econômica, adolescentes, pré-adolescentes

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Procedimentos didáticos práticos em História

 
A profª Drª Maria A Belintane Fermiano e a Profª Ms. Adriane Santarosa organizaram para o "I Seminário do Proepre em Ação" uma manhã de estudos sobre planejamento, curriculo e procedimentos práticos para História. A oficina foi um sucesso. E o material será publicado em 2013. Aguardem que teremos novidades em breve. Vejam as fotos abaixo das professoras realizando as atividades.
 
 
 


 

domingo, 25 de novembro de 2012

Mesa redonda com experts em Educação Econômica

Tenho a grata satisfação de registrar um momento muito especial, a mesa redonda em Educação Econômica, que ocorreu no XXV Encontro Nacional de Professores do Proepre, em Águas de Lindóia. Nela, participaram Valéria Cantelli, Sonia Bessa, Maria Belintane e Marianela Denegri. Apresentamos as pesquisas que estão sendo desenvolvidas no Brasil e Chile e a importância da educação financeira e para o consumo na vida das pessoas de todas as idades. O Laboratório de Psicologia Genética, coordenado pela profª Drª Orly Zucatto Mantovani de Assis, é pioneiro nos estudos de Educação Econômica (financeira e para o consumo) no Brasil. A parceira com a profª Drª Marianela Denegri, percursora da Educação Econômica na América Latina,  da Universidade de La Frontera/Chile, é uma inestimável contribuição para nosso trabalho. Nossas pesquisas foram a base para o desenvolvimento de um programa de Educação Econômica nas escolas.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Black Friday! Eu preciso disso?!

Parece-me que está instituída em nosso país a sexta-feira negra. Adotamos uma tradição, que de longe, não é saudável para ninguém, porque se colocam à disposição, inúmeras mercadorias com "preços baixos" para que pessoas comprem sem que se precise delas. Me lembro que o ano passado um repórter perguntou a uma moça se ela havia comprado muitas coisas, ela, muito feliz respondeu "SIM". Daí a pergunta derradeira: Mas, você precisava de tudo o que você comprou? E sabem qual foi a resposta? Não precisava, mas estava tudo tão barato!
Antes de comprar verifique seu saldo e se o que pagará de juros não supera o preço do desconto. Pergunte-se se realmente precisa daquile produto, contenha seu impulso. Lembre-se que é bom pensar no exemplo que dará a seus filhos.
Eu não sou a favor de um dia que estimula as pessoas a comprarem como loucas só porque PARECE que o preço está baixo.
Pensem, senão vão amargar meses pagando essas contas e ao planeta vai custar centenas de anos para absorver seu lixo.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A presença dos pais e entes queridos é um "bem" a ser dado para a criança

A companhia de pais e entes queridos é insubstituível para a criança! Não se menospreze, você é muito mais importante para seu filho do que presentes.
••••► www.mensagenslindas.com.br ◄•••••

sábado, 6 de outubro de 2012

6 de outubro é dia de alegria!

6 de outubro é dia de alegria!
Eu apoio o Instituto Alana e todas as iniciativas para uma infância saudável.

Infância levada a sério

http://colegioamericana.wordpress.com/2012/10/05/maternal-i-manha/#gallery-2333-4-slideshow
Veja o link do Colégio Americana e as atividades com crianças de 2, 3 anos. Apoiamos toda iniciativa na qual o brincar, como instrumento de construção da identidade e do pensamento, seja privilegiado na formação da criança. Além do brincar espontâneo, as atividades de jogo simbólico dirigidas são ricas para que ela desenvolva, cada vez mais, habilidades para lidarem com o mundo. O trabalho do professor nesses momentos é de importância vital para auxiliar a criança a compreender melhor o mundo que a cerca.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Publicidade e obesidade infantil

http://www.youtube.com/watch?v=LAXjwSoCxwg&feature=related
Um alerta para as famílias sobre a relação entre publicidade na televisão e obesidade infantil. Além da legislação que deve ser mais rigorosa, temos que fazer a nossa parte. Click no link e vejam o filminho.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Consumo, dinheiro e pesquisas

Esta semana o Grupo de Estudos de Educação Econômica - EDUCON/ LPG/FE/UNICAMP, participou do XXV Encontro Nacional de Professores do PROEPRE.
As professoras Daniela e Talita apresentaram um relato de experiência do grupo.
O tema foi: Como se sentem e o que fazem os pais diante dos pedidos de consumo dos filhos?
O levantamento de informações demonstrou que apenas 25% dos pais conseguem apresentar limites coerentes para os filhos de forma a não ceder aos inúmeros pedidos de compra que fazem.
Pequenos passos, grandes descobertas.

Parabéns às meninas.

domingo, 9 de setembro de 2012

Primeiro hospital público para bicho já 'pede socorro'

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1150617-primeiro-hospital-publico-para-bicho-ja-pede-socorro.shtml
A primeira iniciativa para tratamento público, gratuito para animais, demonstra um quadro nada otimista sobre as condições de vida dos bichinhos.
Apesar de triste a realidade, é um importante passo para a melhoria da saúde dos animais.
Cliquem no link e leiam a reportagem.

sábado, 11 de agosto de 2012

Sensibilização: o trabalho de formiguinha de uma professora comprometida

Recentemente recebi um e-mail de uma amiga e professora muito querida. Pedi autorização e estou publicando suas palavras para que possam ser um estímulo para o início da educação econômica em sua sala de aula. 
"Li alguns posts de seu blog e achei bem interessante. Recentemente tenho me interessado pelo tema consumo e economia. Essa semana, conversei indiretamente sobre esse assunto com meus alunos, fiquei surpresa com alguns questionamentos, então, senti vontade de compartilhar.
Estou lendo O pequeno príncipe com os pimpolhos, e quando chega o momento do drama com os baobás fiz uma pausa para refletirmos sobre o pensamento do príncipe de arrancar os baobás antes que cresçam e se enraízem.
A discussão foi proveitosa e partimos para exemplos práticos do dia a dia como um problema de saúde que se não devidamente tratado, torna-se mais complicado... Enfim, logo caímos nas dívidas e a conversa foi parar no cartã crédito.
Aproveitei a oportunidade para explicar a o que é uma conta corrente e a diferença entre crédito e débito. Durante nossa conversa as crianças perguntavam coisas como:
–Mas o dinheiro da conta corrente acaba?
- Então quando compra no cartão tem que pagar?
- Se não pagar a fatura depois fica mais caro?
Fiquei contente com a participação e motivação da turma. Mas indignada em pensar o quão distante estamos de uma educação financeira SIGNIFICATIVA. Crianças de 9 anos que já sabem tanto e perguntam coisas tão ingênuas. Ingênuas em parte, pois até os adultos se esquecem que dinheiro acaba e se comprou tem que pagar!
Parei para refletir na capacidade dos pequenos de compreender tantas coisas que lhe são negadas dentro de casa e na sala de aula.
Isso não só sobre finanças, mas alimentação, saúde...
A escola assume tantos papéis que por vezes se perde na própria função.
“Perdemos” tempo com tanto conteúdo e não separamos o necessário do urgente que é preparar para o conteúdo da vida!
Foram só 30 minutos onde não houve lápis, papel nem borracha.
Mas espero mesmo, que daqui alguns anos esses e mais outros 30 minutos sejam lembrados em algumas das decisões que eles fizerem.
Todos nós temos muito o que aprender!
Um carinhoso abraço!
Danielle Pinheiro"

Bem, querida Dani, suas palavras mostram uma sensibilidade muito grande quanto ao compromisso que a escola deve ter na formação de crianças em pleno século XXI. Além disso, nos possibilita observar que as crianças possuem ideias originais a respeito do funcionamento do mundo e que, cabe a nós, ampliar os seus conhecimentos.
Obrigada por esse relato tão lindo que me incentiva ainda mais a me dedicar ao tema. Um beijo bem grande para você.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

E quando o filho faz um berreiro na frente de todos porque quer algo?

As crianças sabem o que querem. São especialistas em nos colocar em situações embaraçosas! É comum pais e mães pedirem ajuda sobre o que fazer com os escândalos que ocorrem em shoppings, supermercados, etc.. Bem, na verdade, todos já sabem o que fazer: é não ceder. O problema é que a gente pensa que deve ter uma receitinha mais suave para isso não acontecer. Então, vou relatar a história de uma garotinha e sua mãe.
"Mãe e filha de 6 anos foram numa feira de malhas e acessórios. Esse tipo de feira que todos gostam porque tem uma infinidade de coisas brilhantes e coloridas pedindo para serem compradas. Depois de caminhar pela feira, pararam num stande de relógios. Enquanto a mãe experimentava alguns, a filha se encantou um com reloginho da Hello Kitty e, por causa disso, não parava de cotucar e falar insessantemente que queria o relógio. A mãe pediu várias vezes que esperasse pois estava negociando o relógio que iria comprar para ela. De repente, a garota começou a chorar e bater os pés no chão, gritando descontrolada: "EU QUERO O RELÓGIO, EU PRECISO DESSE RELÓGIO, EU QUERO, EU QUERO!". A mãe não teve dúvidas, fez a negociação do relógio dela, pagou, olhou para a filha e disse: - Você poderia ganhar esse relógio mas não vai, porque fez esse escândalo e não precisava disso. Eu não vou comprar e vamos embora. A filha ficou indignada e chorava mais ainda, andando atrás da mãe, num berreiro sem fim, até que cansou e percebeu que realmente a mãe não iria ceder. A mãe ficou com o coração apertadinho e com muita vergonha, pois as pessoas olhavam "feio" para ela, como se estivesse maltratando a filha. Mas, ela sabia que se fizesse a vontade dela naquele momento, a filha poderia passar a agir assim sempre que quisesse algo".
Bem, as crianças querem ter certeza de que não é NÃO!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Classe C e gente inteligente

Acabei de ler um artigo  publicado na Folha de São Paulo, não sei de que dia. Mas, o estudante de Letras, Leandro Machado, retratou a realidade da classe "C" com muita perspicácia e bom humor como as pessoas são manipuladas e subvalorizadas pela mídia. Vender a qualquer custo nos faz reféns de uma subcultura criada para que ninguém pense. Ah, clique duas vezes em cima do texto para ver melhor!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Cadê o CONAR? Não veio

Posted: 05 Jul 2012 03:16 PM PDT
Texto de Ana Claudia Bessa / Silvia Schiros
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Pais e mães que defendem a regulamentação da publicidade infantil foram ouvidos pela primeira vez na Câmara dos Deputados, no dia 3 de julho. A audiência da qual o grupo participou faz parte dos trabalhos da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Casa, que está analisando o PL 5921/01, que trata justamente de regulamentar a propaganda dirigida às crianças.
Também participaram desse debate o Instituto Alana, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), o Conselho Federal de Psicologia (CFP), a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (do Ministério Público Federal), além de organizações que representam o mercado. Entretanto, o CONAR, embora constasse entre os integrantes, não compareceu. Justificou a ausência, mas não mandou nenhum representante que falasse especificamente por ele.Confesso que não sei o motivo da ausência, mas não tinha ninguém para vir no lugar do representante que ficou impossibilitado? A ocasião não era suficientemente importante? Parece que não. Parece que comparecer à audiência que discute o Projeto de Lei que trata justamente de regulamentar a #publicidadeinfantil não é importante para o órgão de autorregulamentação publicitária. Acredite se quiser.
Ainda estou aqui matutando a ausência do CONAR na audiência. Acho que temos que bater nesta tecla, vocês não acham? O CONAR falta e se deixa representar pela ABA, cujo representante não teve tempo de falar pelo órgão atualmente responsável pela regulamentação atual, que dizem funcionar tão bem? Por outro lado, será que a falta de interesse configura certeza da impunidade, de que as coisas continuarão a ser como sempre foram? Configura que o jogo já e$tá decidido antes do fim da partida? O que significa a ausência do CONAR na audiência de regulamentação da publicidade infantil?
Interessante observar que o CONAR está sendo duramente criticado por nosso movimento. Sua atuação em defesa da criança tem se mostrado inócua, retirando do ar propagandas que não estavam sendo mais veiculadas há meses. Sua atuação é ilusória, pois apenas é acionado através de denúncia. Sua atuação é questionável, já que a maior parte de seus integrantes são representantes das empresas e seu boletim mostra claramente que sua atividade é voltada mais para atender os interesses de seus pares do que da sociedade.
Sua ausência num evento de tamanha importância para a atividade do órgão é simplesmente um desrespeito à sociedade e às crianças, visto que o CONAR tem muito a explicar e justificar. Não foi à toa que fizemos uma blogagem coletiva com uma CARTA ABERTA AO CONAR que teve mais de 50 blogs participantes. Mais do que nunca, sua ausência nos mostra o descaso reinante e só deixa muito mais claro que, realmente, do jeito que está, não pode continuar.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Carta aberta ao Conar

Duas recentes medidas do Conar referentes aos abusos da publicidade voltada para as crianças nos deixaram preocupados e ainda mais descrentes da atuação deste órgão com relação à proteção da infância.
A primeira foi a decisão de sustar a campanha da Telessena de Páscoa por anunciar para o público infanto-juvenil um produto que só pode ser vendido para maiores de 16 anos (de acordo com regulamentação da SUSEP). A segunda foi a advertência dada pelo Conar à Ambev, com relação ao ovo de páscoa de cerveja da Skol.
Ambas atitudes do Conar seriam dignas de aplausos - se tivessem sido tomadas quando as campanhas publicitárias estavam no ar, na Páscoa, em março. Mas o Conar só agiu em junho, quando as campanhas já não eram mais veiculadas.
Com isso, não houve nenhum impedimento para que a mensagem indevida da Telessena atingisse impunemente milhões de brasileirinhos e que a Ambev promovesse bebida alcoólica através de um produto de forte apelo às crianças. A advertência à Skol é ainda mais ineficaz, pois não impede que o próximo ano, produto semelhante seja oferecido.
O Movimento Infância Livre de Consumismo vê nessas decisões a comprovação de que o atual sistema de autorregulamentação praticado pelo mercado publicitário brasileiro é lento, omisso e ineficiente. Fato ainda mais grave quando se trata da defesa do público infantil.
Por isso, exigimos que a publicidade infantil sofra um controle externo como todas as atividades empresariais. Reiteramos nossa postura de que, sem leis e punição, jamais teremos uma publicidade infantil mais ética.

Nós, mães e pais, exigimos respeito à infância dos nossos filhos e solicitamos que estas duas atuações não constem dos autos do Conar como casos de sucesso. Contabilizar pareceres dados depois que as campanhas saíram do ar, como exemplo da firme atuação do Conar, é propaganda enganosa. E isso contraria o tal Código de Autorregulamentação que os publicitários insistem em tentar nos convencer que funciona.
(Este texto faz parte de uma blogagem coletiva proposta pelo Movimento Infância Livre de Consumismo juntamente com blogs parceiros. Este movimento é composto por pais e mães que desejam uma regulamentação séria e eficiente da publicidade voltada para crianças. Para saber mais acesse: http://www.infancialivredeconsumismo.com.br)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Quando a criança fica "doente" por causa de um brinquedo

Hoje eu ouvi uma história que vale à pena contar.
A filhinha de 4 anos pediu aos pais uma botinha que viu na televisão. Como eles não tinham dinheiro, um desempregado e o outro assumindo todas as despesas de casa, explicaram que não podiam comprar. Bem, depois de alguns dias, a menina começa com febre alta (acho que já vi esse filme!). Levam ao médico e ... como era de se esperar, não tem nada. Até que, os pais têm a ideia de comprar a botinha em várias vezes no crediário e com isso a febre passou e tudo ficou bem novamente. E agora? O que fazer? Vou explicar algumas coisas que podem ajudar. Com essa idade, a criança vive um simbolismo maravilhoso, saudável e que a ajuda a lidar com os desafios de adaptação ao mundo em que vive. Ela acredita em fadas, monstros, princípes e princesas. A garotinha viu essa botinha pela primeira vez  no pé de uma encantadora princesa num lindo comercial da TV todo rosa e brilhante. Fantasia é sinônimo de realidade para crianças de 2 a 8 anos, ou mais, portanto, não ter a botinha, significa que ela não poderá ser princesa. Bem, podemos fazer nossos filhos serem heróis e princesas brincando.  Casa e escola podem ser um espaço para o faz-de-conta. Precisamos estar atentos às mensagens que nossas crianças estão expostas, muitas vezes, elas só querem brincar de "ser princesas" e como tudo é possível no faz-de-conta, posso usar qualquer sapatinho mágico que está guardado num grande armário secreto no quarto ... Precisamos conversar com as crianças, fazer perguntas, observar o que houve em casa ou na escola. Nem sempre é fácil descobrir o que houve, para esse caso essa alternativa é muito viável e, para outras, provavelmente!