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Maria



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quarta-feira, 27 de março de 2013

Consumo, solidariedade e Páscoa

O Centro Educacional Alcides de Paula Braga é uma escola pública municipal localizada na cidade de Monte Santo de Minas - MG. Lá, as ações para comemorar a Páscoa mobilizaram os alunos, professores, funcionários e pais para fazer o bem e refletir no concreto o significado da palavra "solidariedade".  A Diretora, profª Neuza Maria Rodrigues de Oliveira e a Coordenadora do Período Integral (Projeto "Espaço Integral"), profª Daniela Merxede incentivaram toda equipe a se mobilizar por uma Páscoa não consumista e solidária. O resultado não poderia ser outro, a equipe de professores da escola se desdobrou para que as crianças compreendessem além das palavras o que é  cidadania, ética, moral e incentivando os alunos a não serem consumistas.
A Coordenadora Daniela, explica que:
- Este ano nós enfatizamos a solidariedade, partilha, transformação, mudança e paz. As crianças fizeram doações de mantimentos para o Hospital do Câncer de Barretos. Aqui nós estamos educando as crianças para o não consumismo.

Páscoa 2013 - Solidariedade e Amizade
Viver a Páscoa é trabalhar no dia-a-dia para acabar com a fome, o desemprego, o analfabetismo, a violência
Nesta Páscoa participe deste gesto de solidariedade: doe copos descatáveis, papel higiênico, ou bolachas para o Hospital do Câncer de Barretos. Este é o nosso gesto concreto!
 
Parabéns a todos da escola! A comunidade deve sentir-se orgulhosa por tudo o que conseguiu concretizar.


terça-feira, 24 de abril de 2012

As histórias de quem trabalhou o consumo na Páscoa - Parte B

Como interferir em opiniões que os pequenos apresentam e que nos deixam tão desconcentados? Em relação ao garotinho que só fica feliz se ganhar 10 ovos de Páscoa, podemos interferir nessa lógica consummista e questionar algumas coisas, como por exemplo:- Quando você brinca, vai passear, fica no colinho da mamãe, você não é feliz? A felicidade tem que ser pensada como algo contínuo, um processo permanente que faz parte de nossas vidas. Outra história: A professora, diante da quantidade de ovos que as crianças ganharam, fala: Mas a gente precisa de todos esses ovos? O que vocês fazem com tudo isso? E as crianças respondem: - Quem come no fim é o meu pai e a minha mãe. - Fica no freezer. - Já até estragou. Mas, diz a professora, ninguém lembrou de doar algum ovo para uma pessoa ou criança? Vamos ver se vocês sabem a resposta? Realmente, nenhuma criança, ou família havia se lembrado de doar o excesso de ovos.

domingo, 22 de abril de 2012

As histórias de quem trabalhou o consumo na Páscoa - Parte A

Agradecemos, em primeiro lugar, a confiança dos professores e pais que aceitaram nossas sugestões e trabalharam com seus alunos e filhos ideias não consumistas. Temos algumas histórinhas que ocorreram nesses momentos para contar. 10 para ser bem feliz! 1ª História A professora está conversando com sua turminha de 4 anos. E pergunta: - O que vocês preferem ganhar? Um ovo que só tenha chocolate ou um ovo que tenha brinquedo? Uma garotinha responde: Brinquedo A professora pergunta: Por quê? Garotinha: Porque chocolate engorda. 2ª História Para a mesma pergunta um garotinho responde: - Eu quero brinquedo, mas eu só me contento quando chegar no 10! A professora pergunta: - COmo assim? E ele responde: Eu só fico feliz se eu tiver 10 ovos! E minha mãe dá os 10 para eu ficar bem feliz! E depois eu ganho da minha avó, da minha madrinha, da minha tia ... Esses exemplos mostram que exatamente a influência do meio na educação das crianças e, mais ainda, ações de pais que reforçam comportamentos atrelados ao "ter" para ser feliz.

domingo, 1 de abril de 2012

E após a Páscoa, o que fazer?

Quem pensa que o trabalho sobre consumo acabou após a Páscoa está muito enganado. A partir de situações reais, conversas com pais e professores, apresentaremos em breve novas dicas.
Vocês vão adorar!
Quem tiver alguma história para contar, uma dúvida, uma alegria entre em contato conosco. Teremos prazer em conversar com vocês.

terça-feira, 20 de março de 2012

Páscoa e consumo: orientações para pais e educadores: Parte V

4º Pratique a consistência: seja firme em suas ações e deixe claro seus valores.
Ajudar seu filho a se tornar uma criança do bem e para o bem deve ser a prioridade. As boas ações devem ser valorizadas, pois geram uma sensação de satisfação e de felicidade necessária para a construção de valores.
Ajude as crianças a pensarem:
Como as crianças que não ganham os ovos se sentem?
Ou como é a vida de uma criança cujos pais não podem comprar os ovos de chocolate que elas desejam?
Converse sobre a possibilidade da doação de alguns dos ovos que receber. Escolham juntos uma instituição para entregar os ovos. Programe uma visita, fotografe o contato com as crianças, contem sobre essa iniciativa para os avós, tios e os incentivem a fazerem a mesma coisa. Divulguem suas boas ações.
Ah! Se ainda restar dúvida sobre se deve ou não ceder aos pedidos de consumo do seu filho...
Lembre-se que o excesso desses pedidos podem ser um alerta para o vazio afetivo que cresce na vida dele.
Lembre-se do que realmente eles precisam: uma boa saúde, educação, apoio, respeito, confiança, tempo de convivência com os pais e familiares.
Então, nessa Páscoa, comece a cultivar um tempo extra para ficar com os filhos. Plante a semente de uma vida com mais harmonia. A convivência familiar com as crianças sempre foi o maior de todos os presentes.
Feliz Páscoa! Feliz vida nova!
Maria Belintane e Valéria Cantelli

Páscoa e consumo: orientações para pais e educadores - Parte IV

Depois diga: - “Hoje não viemos para comprar ovos, mas colocaremos esse ovo na sua lista de pedidos de Páscoa”.
Mas com isso não espere que as crianças concordem protamente e lhes dêem um largo sorriso e não fiquem desapontadas. A frustração faz parte do processo de crescimento, o que não significa comportamentos de desrespeito e má educação.
A escolha de qual ovo comprar também não é uma tarefa fácil. A variedade de oferta e os apelos publicitários fazem com que as crianças tenham dificuldade de escolher. As surpresinhas que acompanham os ovos fazem com que elas se concentrem mais no brinquedinho do que no chocolate propriamente. Então ensine a criança a escolher. As ajude a analisar os preços, a verificar a quantidade de chocolate, a pensar nos outros brinquedos do mesmo tipo que ela já tem, etc.

Páscoa e consumo: orientações para pais e educadores - Parte III

3º Concentre-se nas necessidades e não nas vontades das crianças: embora frequentemente nos deparemos com os constantes “eu quero”. O modo para lidar com esse comportamento de insaciedade é ensinar-lhes desde cedo a diferenciar necessidade de desejos. Isso é difícil e por um longo tempo somos nós pais e mães que precisamos auxiliar os filhos a diferenciarem o que eles precisam e o que eles querem.
O fato de a criança expressar um desejo não implica que os pais tenham que responder prontamente com um sim ou com um não.
O primeiro passo é deixar claro o que pode e vamos comprar.
Importante também é definir limites que mostrem quais são os valores cultivados pela família.
Essas atitudes ajudam a criança a organizar-se internamente para reconhecer os limites e compreender que não precisa comprar sempre o que ser quer.
Nessa situação, sugira que a criança olhe todos os ovos em exposição e escolha o da sua preferência.

Páscoa e consumo: orientações para pais e educadores - Parte II

2º Reconheça a manipulação dos pequenos e não ceda: os pedidos de compras de ovos acompanham a montagem dos estandes dos supermercados e acontecem a todo o momento, com base nos mais variados argumentos: “Faz muito tempo que não como ovo de chocolate...; A mãe de fulano comprou...; Meu amigo já ganhou...; Você não me ama...”.
Esteja preparado para os choramingos, resmungos, chantagens, carinhas de tristeza e birras. Esse comportamento de insistência mostra a capacidade de persuasão do seu filho e é comumente usado para alargar os limites e para conferir a nossa consistência e coerência. Ou seja, ele quer saber se NÃO é NÃO!
Em vez de sermão, suborno ou ameaça ofereça orientação. Ensine a criança a esperar, a cultivar as tradições, a acompanhar no calendário quantos dias faltam para a Páscoa, converse sobre o sentido dessa data e a envolva na decoração da casa, na elaboração de cartões, enfeites. Essas são excelentes oportunidades para aprender a esperar pelos presentes, a encantar-se com a brincadeira de encontrar os ovos.
O ditado já dizia: O melhor da festa é esperar por ela.

Páscoa e consumo: orientações para pais e educadores - Parte I

Gostaríamos de partilhar algumas ideias que podem ser utilizadas tanto por pais, como por professores em seus projetos pedagógicos. Serão V partes muito interessantes. Esse material foi elaborado por Maria Belintane e Valéria Cantelli.
Discutir valores, estabelecer vínculos de confiança e atitudes sustentáveis são um dos maiores desafios que as famílias vêm enfrentando na formação dos filhos.
Um bom exercício para o desenvolvimento de um novo comportamento de consumo é a comemoração da Páscoa que se aproxima.
A Páscoa é comemorada de diferentes formas de acordo com cada credo e o ponto em comum é o sentido de renascer para uma vida melhor.
Portanto, as experiências e questionamentos sobre um modelo de consumo consciente podem e devem começar desde cedo junto com os pais.
Invista em ações saudáveis e saiba como minimizar o estresse das compras de Páscoa, educando para o consumo consciente.
Se você é um pai ou uma mãe que fica dividido entre fazer as vontades dos filhos e gastar um valor que, talvez, não seja conveniente para o orçamento, convidamos a refletir sobre alguns pontos.
ALGUMAS DICAS:
1º Saiba dizer “não”: não tenha medo de com isso não ser uma boa mãe ou um bom pai. Como pais, queremos que nossos filhos sejam felizes. Mas às vezes esse desejo entra em conflito com a necessidade de colocar limites. A felicidade também implica em saber lidar com os “nãos” da vida, isso faz parte do processo de formação. A possibilidade de um “não” saudável começa quando reconhecemos os sentimentos da criança que se encanta com tantas variedades de ovos de chocolate.
Nessa hora, não entre em combate com a criança. Procure se comunicar na linguagem dos pequenos, considerando seus desejos e sua vulnerabilidade diante da pressão para comprar que a mídia exerce. Mas deixe claro o limite. Você pode dizer:
- Já pensou se a gente morasse num castelo cujo teto fosse como esse? Cheio de ovos de Páscoa? Teríamos chocolate para comermos a vida toda. Mas, esse ano vamos comprar um só, o mais gostoso de todos.